sábado, 9 de setembro de 2023

Sancta Casa da Misericordia de Lagos

Eis algumas criticas que nasceram dum curto periodo de trabalho no Lar de Barão de São João.


Primeiro, o decano na instituição, um velhote chamado Antonio (salvo erro), acamado mas consciente, foi parar ao hospital logo a seguir a ter levado a enesima dose de vaccina do COVID. A culpa disso é da directora local Renata Viana (que teve um filho recentemente, o que é mais bonito do que injectar sabe-se-lá o quê nos velhos). E mais ainda do director da Sancta Casa, que não tem coragem para resistir ao terror mediatico e judicial que se impôs por todo o mundo com esta fraude intellectual. O que não é uma desculpa completa: houve quem resistisse, fosse ceptico, e pagasse o preço (expulsão da Ordem, deplatforming das redes sociaes).


Segundo, o serviço de enfermagem do Lar anda a injectar Xeplion-Paliperidona nos velhos. Um anti-psychotico. Elles não são psychoticos. São, só alguns, senis, e nenhum chimico que lhes ponham no corpo mudará isso. Devido à sua fraqueza, são facilmente controlaveis pelas trabalhadoras do lar. Talvez estas doses sejam dadas a mando da Justiça – ambulatorio compulsivo, no quadro da Lei de Saude Mental – ou talvez o sejam simplesmente porque virou practica, devido à fraqueza dos utentes que pela sua dependencia ou inconsciencia não podem resistir. Estas injecções são nefastas segundo a admissão do proprio fabricante: dezenas de contra-indicações. É essa treta que os psychiatras andam a injectar em meio paiz, geralmente de forma deshonesta (o systema psychiatrico está podre, e a maioria dos que se encontram nos manicomios não são doentes, mas simplesmente arruaceiros a julgar pela lei). Ninguem sabe ao certo o que vae nestas injecções, nem as suas consequencias, muito menos os medicos que as impõem.


Terceiro, a histeria covidiana não tem fim (mesmo depois do peor do terror mediatico ter acabado). Fazem rastreios obrigatorios aos velhos e ao pessoal. Os velhos fartam-se de gritar e debatter-se. É uma maldade e um soffrimento. E quando há um caso, todo o lar entra em estado de prisão nos quartos, o que só provoca ressentimentos entre utentes.


Quanto a estes trez ponctos, era preciso fazer alguma coisa. Um ou outro processo judicial, para dizer aos poderosos que devem pensar duas vezes antes de violarem as liberdades das pessoas.


De resto, a comida é muito boa, e não há nada a dizer sobre a hygiene.

Sophia Cotrim Nunes

A procuradora Sophia Cotrim Nunes esteve algum tempo no Tribunal de Villa Viçosa, e regeu o meu processo psychiatrico (injecções compulsivas). Todas as avaliações periodicas bimensaes passavam primeiro pelas suas mãos e recomendações, antes de ir à decisão final do Juiz.


A dada altura, como as injecções estavam a fazer-me sentir muito mal, decidi entrar em resistencia e não me submetter mais a ellas. Começaram logos os telephonemas e as pressões de Evora. Depois, appareceram-me literalmente em casa: a enfermeira Margarida Gião, uma collega e o guarda Zorrinho, de Bencatel. Vinham-me dar a injecção a casa, à força! Chamei-lhes nomes, e submetti-me. Mas naquelle dia, entrei em desespero.


Decidi contrattaccar. Fiz queixa por “abuso de poder” na Guarda de Villa Viçosa, que remetteu o processo para o Tribunal. De facto, a Lei de Saude Mental diz que em caso de recusa, o doente deve ser mandado de volta para o hospital psychiatrico, e que só ahi decorre o “tractamento”.


Algum tempo depois recebi uma resposta da Procuradora. Um pastel de varias paginas. Quaze que parecia um acordão do Tribunal Constituicional. Uma lenga-lenga interminavel com referencias a juristas eminentes. A Procuradora dizia, basicamente, que aquillo que eu tinha soffrido se inseria no qualificativo de offensa à integridade physica (que tem, incidentemente, uma sancção penal mais pesada que o abuso de poder). Mas tambem acrescentava que eu “tinha recebido a injecção de forma voluntaria”. Ou seja, a deshonestidade de pretender que a Guarda estava em minha casa só para o efeito decorativo...


A impressão com que fiquei foi que a procuradora estava à rasca. Tanto paleio para responder a uma questiuncula de provincia é suspeito. E creio saber porquê. Ella tomou talvez uma decisão em causa propria. A policia geralmente não age sem ser movida pelo Tribunal. Mas o meu processo psychiatrico estava precisamente no Tribunal de Villa Viçosa. Ou seja, a decisão de mandar a policia à minha casa foi provavelmente atiçada pela procuradora Cotrim Nunes. Quando fiz queixa, ella não pôde tomar partido contra o pessoal medico e policial que tinha movido. E por isso fez a immoralidade de me deixar desprotegido, uma negação dos deveres de Justiça do Ministerio Publico.


Posso estar enganado. Nesse caso que me expliquem o que se passou mesmo. Se chegar a hora farei queixa no orgão disciplinador do Ministerio Publico-Inquisição.

Volatilizado

 Ha algum tempo, trabalhei uns dias na construcção. Ganhei qualquer coisa.


Chegado a casa, escondi duzentos euros num livro da minha bibliotheca, do qual me lembrava bem. Não disse nada a ninguem. Depois disso, fui para o Alemtejo, e à minha mãe, ao telephone, disse-lhe para pegar no dinheiro, e para me o trazer quando para lá viesse.


O dinheiro não estava lá. A minha mãe não o encontrou. Tudo o resto que tinha pedido estava lá. A minha mãe, sob o pretexto de lhes tirar a poeira (elle avait la puce à l'oreille!), revistou os meus livros... Nada.


Alguns tempos depois, regressado ao Algarve, fui fazer queixa à policia de Lagos, chefiada pelo Comissario Miranda. Disse ao policia de serviço que suspeitava que estava sob escuta. Como estava alguem a fazer queixa, e a coisa estava demorada, o policia de serviço disse-me para ir para casa, que ia mandar uma patrulha para observar a casa. Esperei a tarde toda, mas não vieram.


Das duas uma: ou me esqueci onde pus o dinheiro. Ou, alguem accedeu à minha casa, depois daquelles que espiam as minhas communicações o terem avisado. Tenho uma fechadura e umas chaves especiaes, que não é facil violar, mas como estive detido cerca de dez vezes nos ultimos annos, alguem pode muito bem ter feito uma copia das minhas chaves.


Tendo mais para a segunda hypothese. Em Lagos, há bloqueios e resistencias misteriosas nas instancias judiciaes e policiaes. As coisas não funccionam como deviam, apesar de haver uma lucta interna.

Se algum dia encontrar o dinheiro informarei. 


C'est comme ça qu'on apprend à vivre, et à ne pas trop parler au téléphone!

Exmo Presidente




Ha um ou dois annos inscrevi-me no quartel de bombeiros de Lagos, para receber treino. Não recebi resposta. No ultimo incendio de Odemira offereci os meus serviços. Não recebi resposta.


Escrevo-lhe simplesmente para lhe dizer que devia dar mais recursos à Secretaria do Quartel, para que taes bloqueios não aconteçam.


Saudações cordiaes


Pedro Velhinho


PS1: Vamos JA para Marrocos ajudar os nossos amigos!

PS2: o caso Maddie resolver-se-á talvez (provavelmente?!) com Marrocos.

Gonçalo Amaral

Será que o Gonçalo Amaral é sodomita? Que vae todos os fins-de-semana ao bordel?


No que é que elle acredita? É maçom, judeu, satanista?


O que é que os ficheiros dizem sobre elle?


Se não houver nada de inacceitavel na sua vida, se já tiver pago por todos os erros que tenha commetido, é preciso pô-lo de volta nas responsabilidades da Judite.

terça-feira, 5 de setembro de 2023

Ti Celito e a Papelada



Ha tempos mexi-me um pouco para ajudar uma amiga em Africa: a Segunda Tchudo*, uma rapariga que coxeia de forma muito dificil, e precisava dum apoio da Assistencia Publica. 

Escrevi à Presidencia da Republica. Não recebi resposta. 

Fallei com um padre cabo-verdeano, mas não podia fazer nada. 

Contactei a Embaixada da Guiné-Lusa em Portugal. Zero resposta. 

Até escrevi a gente que está ligada à CEDEAO. Silencio. 


O que me chateia não é estar sob escuta. Apesar de ser cansativo, às vezes, de saber que se está a ser observado practicamente em directo (por quem ao certo, não sei). O que me lixa mesmo é que mesmo os meus amigos tenham que pagar pelas minhas posições politicas polemicas. 


O Ti Celito, quando esteve na Guiné portugueza, disse que estava no meio da familia. Mais do que simples amigos. Não era capaz de deixar a familia ao abandono, pois não?


*Se me lembro bem do seu nome. 

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Perspectivas Sebastianistas

 

Elle está de costas voltadas para Portugal. Não é por ser maricas... É porque sabe que tem que voltar a partir, e cumprir a sua missão!